domingo, 10 de maio de 2009

Projectos Niepoort


Foi a vez dos Projectos Niepoort estarem connosco na Tasca do Joel. Há muito que estava prevista esta visita pelo que guardámos para esta altura.
Uma boa dose de clientes, amigos e enófilos veio provar estes vinhos que o Dirk Niepoort considera os seus Projectos.


Os Projectos Niepoort começaram a ser desenhados, pelo espirito irrequieto e empreeendedor de Dirk Niepoort, em 2001, com o lançamento um Colheita Tardia, o "Douro 2001". Estava dado o mote para uma mão cheia de vinhos muito especiais, que viriam a ser lançados nos anos seguintes, com o aparecimento dos Chardonnay e dos Riesling.

Este Projecto, foi a tentativa, muito bem conseguida, de dar a conhecer a versatilidade do Douro em fazer vinhos de castas pouco tradicionais na região duriense, bem como de mostrar a todos os que gostam de vinho, as paixões do Dirk, pela Borgonha e pelos vinhos alemães da região do Mosela. Como se não bastasse, e aproveitando todas as viagens que Dirk Niepoort, faz pelo mundo fora, foram também integrados vinhos estrangeiros que de certa forma marcaram o mentor deste projecto.

Assim, tentámos trazer um pouco de todos os vinhos que se encontram nos Projectos Niepoort.
Estiveram em prova um Chardonnay 2004, cheio de vida, complexo e fino, um Giro Sol 2008, uma das duas novidades, que mostrou toda a razão de estar a ser um sucesso, dentro e fora de portas, com a sua leve docura, associada a uma frescura e exuberância impares. O Projectos Riesling 2006 mostrava que apesar de um ano em que existiram algumas dificuldades, se podem fazer vinhos muito frescos, delicados.
Nos tintos, os suspeitos do costume a serem encabeçados pelo futuro Robustus 2005 que obviamente foi um dos mais requisitados da manhã, por ser realmente um vinho profundo, intenso, com caracter nobre. Um vinho muito especial que nos pareceu algo diferente do seu antecessor, por estar mais elegante, mais fino. O Pinot Noir 2006, fazia a delicia de todos os que o provavam, graças a um aroma perfumado, a uma intensidade enebriante que na boca mostrava toda a elegância de um Pinot.


Continuávamos nos tintos, com a presença de um Voyeur 2006, que consegue em cada prova, cativar mais adeptos. É um vinho que muitos olham com desdém por causa da sua côr aberta, no entando, depois de o levarem ao nariz e à boca, ficam rendidos a um vinho perfumado, um vinho aristocrático e moderno. O Mouro 2005, um projecto do Dirk Niepoort no Alentejo, mais propriamente na Quinta do Mouro em Extremoz, deliciou todos os presentes com a sua estrutura e taninos. Um belissimo vinho.
Ainda tínhamos em prova 2 vinhos estrangeiros, um Jean Louis Chave Côtes du Rhône "Mon Coeur" 2007 e um fantástico Alain Graillot Crozes-Hermitage 2007. Se o primeiro, um vinho aparentemente mais dificil, quer pelo seu perfil, quer pela sua juventude, o Alain Graillot era motivo de conversas entre os que o provavam, mercê da qualidade que apresntava. Todos estavam rendidos.

Nov vinhos doces havia um dupla de peso, com um Riesling "Dócil" 2007 e um Fritz Haag Kabinett 2007 a mostrarem que este tipo de vinhos tem cada vez mais adeptos, muitos dos quais quase fanáticos pelo equilibrio entre a doçura e a acidez num vinho destes.

Para o meio da tarde, mais propriamente para o lanche, apresentamos o Niepoort Moscatel do Douro que complementou na perfeição alguma doçaria.

1 comentário:

"mexicano" disse...

Um espectáculo!